Esta semana foi uma das mais agitadas e produtivas do ano. Na quarta, cobri o emocionante fim da obrigatoriedade do diploma para exercício do jornalismo. Na quinta-feira, recebi a ex-vereadora Soninha Francine e fiz um link ao vivo com ela pro telejornal de conclusão de disciplina pra matéria de telejornalismo. Eu a entrevistei ao vivo, foi sensacional. Ela foi até o Mack (Pra quem não sabe, eu estudo no Mackenzie), super solícita, simpática como nunca vi e, olha só, chegou de moto. Claro, falaríamos mais tarde sobre transporte alternativo!
E nesta sexta-feira (19), para fechar a semana com muito humor, o figuraça Danilo Gentili, repórter do “CQC“, me respondeu uma entrevista sobre o fim da necessidade de diploma em jornalismo. Sinceramente, me surpreendi com o esclarecimento do Danilo sobre o tema.
Perguntei se ele se considera jornalista e se o “CQC“, em sua opinião, faz jornalismo ou humor. Falamos também sobre diploma em jornalismo e ele, que é publicitário, deu respostas SENSACIONAIS. Sobre fazer faculdade de jornalismo, já que atua como repórter, Gentili foi taxativo e respondeu o que todo o estudante gostaria de dizer ao seu reitor e nunca pode…
E ele até postou o link da entrevista no Twitter dele, que tem, nada mais, nada menos, que 66 mil seguidores.

Danilo posta o link da entrevista em seu Twitter
Sem mais enrolação, senhores e senhores, com vocês a entrevista que o Aprendiz de Jornaleiro fez com o humorista Danilo Gentili.
Um grande abraço a todos e ainda nesse fim de semana falo mais sobre minha primeira entrevista ao vivo para TV. Estreia com a Soninha Francine, olha só que maneiro rsrs
“A boa faculdade vai entender que tem que tornar seu curso excepcional para atrair alunos “, diz Danilo Gentili
Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA
O humorista Danilo Gentili, do programa “CQC”, é um dos mais controversos repórteres da atualidade, repetindo o que fazia, na década de 80, Ernesto Varella, personagem criado pelo jornalista Marcelo Tas, âncora do humorístico da Band.
| Divulgação |
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| Danilo Gentili |
Em tom irreverente, Gentili renova a abordagem jornalística a temas sérios que mobilizam a opinião pública, principalmente aqueles vindos de Brasilía (DF), cidade em que o humorista passa a maior parte de seu tempo fazendo o que, em sua opinião, não pode ser considerado “Jornalismo”.
Gentili, que é publicitário, falou ao Portal IMPRENSA o que pensa sobre a queda da obrigatoriedade da formação específica para exercíco da profissão de jornalista, rumos do mercado de trabalho e do novo desafio dos que pretendem seguir carreria como jornalista e das faculdades “que agora não poderão mais ensinar qualquer coisa”.
Portal IMPRENSA – Em sua opinião, foi correta a decisão do STF de suspender a necessidade de formação específica para o profissional de jornalismo?
Danilo Gentili - Eu creio que essa decisão vai favorecer todos aqueles que gostam de jornalismo, se comprometem com ele, porém não querem deixar nenhum reitor mais rico ainda. O Jornalismo é uma profissão que envolve ética, perspicácia, relacionamentos, sagacidade, paixão pela verdade, competência e experiência. Eu não acho que esses valores podem ser aprendidos em um curso de uma faculdade. Eles tem a ver com caráter, boa vontade e vivência. Sendo simplista agora, eu acho por exemplo, que o Neto está mais capacitado para escrever uma matéria sobre futebol do que um jornalista que acabou de sair da faculdade e tem diploma. Acho também hipócrita dizerem “Ah,então agora qualquer um pode ser jornalista?”. Mas é claro que sim! Antes também qualquer um podia ser jornalista, não podia? Era só pagar uma “Unialgumacoisa” da vida por quatro anos e virar jornalista (ou, com um pouco mais de sorte, fazer o pai pagar cursinho dois anos e entrar numa faculdade federal).
IMPRENSA – Quais as consequências, na sua opinião, para a formação acadêmica do jornalista e para o mercado de trabalho?
Gentili - Eu creio que uma boa faculdade vai entender que precisa tornar seu curso realmente excepcional se quiser continuar tendo relevância ao cenário e atrair alunos (ou clientes, como muitas instituições de ensino enxergam seus estudantes). Aquele cursinho da “Unialgumacoisa” vai precisar parar de ensinar qualquer coisa e se importar de verdade em ensinar o melhor jornalismo possível (se é que isso é possível), afinal, agora, o aluno tem a opção de escolha: “Meu sonho é ser jornalista. Eu dou dinheiro pra esse reitor ou tento realizar meu sonho sozinho?”. Creio que aí o mercado de trabalho e os interessados na área vão ganhar. Outra coisa boa é que muito sanguessuga que vive do sindicato corre o risco de perder sua boquinha.
IMPRENSA – Por ser formado em outra graduação que não a de jornalismo, você teve alguma dificuldade em atuar como repórter? Sofreu algum tipo de rejeição por parte dos entrevistados?
Gentili - Nunca tive nenhuma dificuldade em atuar como repórter, pois o veículo em que atuo como “repórter” não requer os padrões plásticos do jornalismo. A postura padrão, a pergunta padrão, a entonação padrão…sou livre pra me esquivar disso tudo. Porém a essência do jornalismo permanece, que é o compromisso de pesquisar e divulgar as informações corretas. O “CQC” tem jornalistas excelentes em seus bastidores. Um produtor que é um jornalista formado por exemplo, é o Marcelo Salinas. Aprendo muito sobre jornalismo de ver o seu raciocínio na hora de apurar algumas coisas. Porém não creio que ele seja um ótimo jornalista porque fez faculdade e sim porque ele tem experiência e boa vontade. Creio que aprendo mais sentando com ele discutindo as pautas e ao lado dele nas matérias em campo, que fazendo quatro anos de curso. Quanto a segunda parte da pergunta, eu jamais sofri rejeição alguma de entrevistado por eu não ter diploma, pois a maioria dos meus entrevistados também não tem diploma. Já entrevistei o Roberto Carlos e ele não tem diploma de cantor. Entrevistei o Kassab e ele não tem diploma de prefeito. Entrevistei o Lula e ele não tem diploma de… bem… ele não tem diploma.
IMPRENSA - Você se considera um jornalista?
Gentili - Confesso que estou mais preocupado em fazer rir do que em dar um grande furo jornalístico. Eu me considero um humorista e não um jornalista. Vivo de humor muito antes do “CQC”. Tenho boas críticas nos jornais que me consideram um bom humorista antes do “CQC”. E adivinha só… Eu nunca fiz nenhuma faculdade de humorismo.
IMPRENSA – Na sua opinião, o mercado terá preferência por profissionais formados em jornalismo, mesmo após a queda da obrigatoriedade?
Gentili - Creio que o mercado vai continuar dando preferência pra quem já dava antes dessa decisão do STF: para os jornalistas melhores preparados (e isso pode incluir ter sido preparado numa boa faculdade) ou os que não são tão bem preparados assim, mas fizeram o teste do sofá com a redação ou tem algum padrinho forte no meio (e aqui, novamente, ter ou não um diploma não vai impedir que isso aconteça).
IMPRENSA – Mesmo sem a necessidade de formação específica para o exercício da profissão, você pensa em fazer faculdade de jornalismo? Acha necessário ao seu trabalho?
Gentili - Jamais. Eu já deixei um reitor cheio do meu dinheiro uma vez pra fazer uma faculdade que não serve pra nada (publicidade) e não pretendo repetir isso nunca mais na minha vida. O que eu acho necessário pro meu trabalho e pra qualquer outro é se comprometer muito com o que se propôs a fazer e procurar observar os mais experientes trabalharem. No caso de jornalismo não é tão difícil assim fazer isso. É só ler jornais, revistas e ver a TV e vai observar excelentes jornalistas trabalhando. E me pergunto: o que eles fizeram para produzir uma matéria tão boa como essa? Foi a Uninove, a PUC ou a paixão desses jornalistas pelo que fazem? Vocês podem me dizer: “sim..mas eles são bons porque tiveram uma boa base na faculdade”. Ora, se a faculdade dá uma base tão boa assim, porquê, então, precisam estagiar quando saem delas? O estágio nada mais é do que a hora que você realmente aprende a fazer, porque é a hora que parou de ouvir “cagação” de regra e foi fazer na prática.
IMPRENSA – Na sua opinião, o trabalho realizado pelo “CQC” pode ser considerado jornalismo?
Gentili – O trabalho realizado pelo “CQC” é jornalistico, porém a linguagem que usamos para transmitir esse jornalismo é o humor. Cruzamos expêriencias de jornalistas, humoristas e pessoal da TV. Transmitimos fatos, acontecimentos, eventos, fazemos rir. Creio que o “CQC” é uma mistura de caminhos e o Jornalismo é umas das avenidas principais. E particularmente, me considero um sujeito de muita sorte por poder transitar por essa avenida
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20/06/2009 às 16:48 |
Mano, maravilha de matéria.
Gosto ainda mais do Gentili agora: engraçado e antenado.
abraços.
23/06/2009 às 11:46 |
muito bom
23/06/2009 às 12:23 |
sensassional!
28/07/2009 às 11:18 |
Danilo é sempre muito Inteligentili!!
Sou fã desse cara!
17/08/2009 às 6:03 |
eu até gostaria do seu Gentilli, se ele não fosse racista
01/11/2009 às 12:43 |
É bem verdade que para ser um bom profissional precisa, principalemte, do talento e da boa vontade. Agora imagina um médico sem diploma. (isso acontece, mas…) :S Fã do Gentili. s2